Jun 27 2010

Capela da Serra (fotos)

Fotos: Car­los Nagumo


Jun 25 2010

Capela da Serra

Litur­gia do dia 27 de junho de 2010


Jun 24 2010

Capela da Serra

Con­vite para a cele­bra­ção do dia 27 de junho

Arte: Juli­ana Mesquita

CAPELA DA SERRA

AQUI NUNCA ESTAMOS SOZINHOS

Que­ri­das ami­gas e ami­gos da Capela da Serra,

Pri­mei­ra­mente que­re­mos expres­sar nossa gra­ti­dão por sua par­ti­ci­pa­ção na nossa festa de ani­ver­sá­rio de 4 anos da Capela da Serra. Foi uma oca­sião real­mente feliz e ins­pi­ra­dora (não deixe de ver as fotos no site http://www.luizcarlosramos.net/?cat=6).

Agora, com a che­gada do inverno, que­re­mos sen­tir nova­mente o calor da nossa fraternura, e para isso con­vi­da­mos você e todos os seus que­ri­dos, para a nossa última cele­bra­ção do semestre, que acon­te­cerá no pró­ximo domingo, dia 27 de junho. A par­tir das 11h já esta­re­mos a pre­pa­rar os deta­lhes do ambi­ente, dos cân­ti­cos e da litur­gia, e às 11h30 ini­ci­a­re­mos a cele­bra­ção. Espe­ci­al­mente as cri­an­ças serão muito bem-vindas.

Para o ofer­tó­rio, que­re­mos con­ti­nuar a demons­trar nossa soli­da­ri­e­dade ao Grupo de Defesa da Cri­ança com Cân­cer (GRENDACC). Uma das neces­si­da­des mais fre­quen­tes deles é mate­rial des­car­tá­vel, tal como copos e toa­lha de papel. Para conhe­cer melhor o GRENDACC, acesse http://www.grendacc.org.br/.

Apro­vei­ta­mos para con­vi­dar você a aces­sar http://www.luizcarlosramos.net, sele­ci­o­nar a cate­go­ria “Capela da Serra”, no menu late­ral, e con­fe­rir, além das fotos, as litur­gias da nossa comu­ni­dade.
 

Abraço fra­ter­nal,

Rev. Luiz Car­los Ramos          
luiz.carlos.ramos@terra.com.br       

Rev. Pedro Nolasco Toso
pedronct@uol.com.br

Rev. Luci­ano José de Lima
lvcivs@hotmail.com

Rua Ângelo Per­nam­buco, 180 Jar­dim Ermida II, Eloy Cha­ves Jun­diaí — SP
nas depen­dên­cias da Escola Geraldo P. D. Paes (pró­ximo à Serra do Japi)

Aces­sem o mapa aqui: http://www.luizcarlosramos.net/?p=490
Litur­gias e fotos de encon­tros pas­sa­dos no site: http://luizcarlosramos.net


Jun 23 2010

A fé e a arte na construção do kosmos

Luiz Car­los Ramos

“Ars longa, vita bre­vis”
(Hipócrates)

Nós somos o resul­tado da equa­ção natura+cultura.

De mui­tos pro­du­tos in natura depende a nossa vida, tais como a água e o ar. Estes, quanto menos sofre­rem a inter­fe­rên­cia humana, quanto menos adul­te­ra­dos, quanto menos con­ta­mi­na­dos e quanto mais puros forem pre­ser­va­dos, melhor ser­vi­rão à humanidade.

Mas tam­bém nós, huma­nos, não sobre­vi­ve­mos sem o segundo ele­mento da equa­ção: a cul­tura. Mui­tos pro­du­tos manu­fa­tu­ra­dos garan­tem a nossa sobre­vi­vên­cia: o pão, as ves­tes, a habi­ta­ção, os livros… Todos esses são ela­bo­ra­ções cul­tu­rais de notó­ria utilidade.

Mas, além de pro­du­tos úteis, a cul­tura tam­bém pro­duz a arte. Como já ensi­nava Santo Agos­ti­nho, há obje­tos fei­tos para serem usa­dos e outros para serem usu­fruí­dos. E, segundo o mesmo santo, estes últi­mos são supe­ri­o­res aos primeiros.

Para os chi­ne­ses, a pala­vra “arte” se escreve com­pondo dois carac­te­res: um que sig­ni­fica “conhe­ci­mento” e outro que sig­ni­fica “beleza”. Arte, por­tanto, é a com­bi­na­ção pre­cisa entre conhe­ci­mento (ou sabe­do­ria) e beleza. Umberto Eco, como esteta, diz algo pare­cido: Arte é quando a forma comenta o con­teúdo e o con­teúdo comenta a forma.

Em outras pala­vras, a arte é sem­pre inten­ci­o­nal. Um pôr-do-sol pode ser belo, uma mon­ta­nha pode ser bela, uma árvore pode ser bela, mas não são arte, por­que nelas não foi apli­cado o conhe­ci­mento e a sabe­do­ria huma­nas – pode­mos, no máximo, considerá-las, obras de arte do Criador.

Para que algo seja con­si­de­rado legi­ti­ma­mente como obra de arte, é pre­ciso que seja inten­ci­o­nal­mente belo.

Em geral, todas as reli­giões enten­dem que o kos­mos é a orde­na­ção do caos pelas mãos hábeis e pelas pala­vras cri­a­ti­vas do Cri­a­dor. Essa orde­na­ção não pres­cinde da beleza.

Na nar­ra­tiva bíblica da cri­a­ção, no livro de Gêne­sis, lê-se que: no sétimo dia, viu Deus que tudo era bom/belo. E, ainda: “Do solo fez o SENHOR Deus bro­tar toda sorte de árvo­res agra­dá­veis à vista e boas para ali­mento”. Note-se a inten­ção divina de que esse jar­dim deve­ria “agra­dar à vista” e pro­ver sus­tento com coi­sas “boas para ali­mento”. Deus com­bina, nesse jar­dim, ques­tões plás­ti­cas e prá­ti­cas, esté­ti­cas e téc­ni­cas, poé­ti­cas e éticas. Deus não se con­tenta com uma beleza que não sus­tente a vida, nem quer uma vida que não nos ale­gre e torne as pes­soas mais felizes.

Arti­cu­lar arte — fé — e — cida­da­nia nos leva pen­sar que os seres huma­nos, sendo a ima­gem do Cri­a­dor, devem imitá-lo no pro­cesso de orde­na­ção do caos, cola­bo­rando na cons­tru­ção do kosmos.

Que esse kos­mos deve man­ter intac­tas cer­tas áreas de pre­ser­va­ção, por­que delas depende a nossa pró­pria vida.

Que esse kos­mos não deve ser sim­ples­mente útil, mas igual­mente belo. E para isso deve­mos empe­nhar o nosso conhe­ci­mento e apli­car a nossa sabedoria.

Sabe­mos que esta­mos diante de uma “obra de arte” quando essa mesma obra nos faz trans­cen­der. Quando ela nos arre­bata e nos leva para além da sua dimen­são uti­li­tá­ria. As fer­ra­men­tas nos tor­nam máqui­nas pro­du­ti­vas mais efi­ci­en­tes. A arte nos torna mais huma­nos, e por isso mesmo no levam para mais perto de Deus.

Tor­nar o mundo mais inte­li­gente e mais belo é tarefa do artista, essa tam­bém é a tarefa de toda pes­soa cristã, por­que essa sem­pre foi a inten­ção do Criador.

A vida é breve, mas a arte é eterna!


Jun 9 2010

Namorados

Um tre­cho do “Cân­tico dos cânticos”

Ver­são de Luiz Car­los Ramos

Este é o mais belo poema jamais escrito por uma mulher que amou o seu homem apaixonadamente.

[…]

Ami­gas e Amigos:

Você é uma mulher bela
entre as mais belas mulheres.

Ele:

Meu amor,
Seu andar é gra­ci­oso e sedu­tor.
São lin­das as mechas
dos seus cabe­los.
Em meio aos belos cola­res
bri­lha belís­simo o seu colo.
Quero hoje pre­sen­tear você
com jóias de ouro
incrus­ta­das de prata!

Ela:

Espere, meu prín­cipe,
enquanto meu per­fume
esparge sua fra­grân­cia.
Você, meu amor,
é o per­fume da minha pele.
Você, meu amor, é para mim
um buquê de flo­res exuberantes.

[…]

Ele:

Como você é linda, meu amor;
Bela como uma cidade len­dá­ria,
for­mosa como a cidade da paz,
majes­tosa como estrela cin­ti­lante.
Eu lhe peço, não me olhes assim
pois seus olhos me seduzem!

Seus cabe­los negros
aca­ri­ci­ando os ombros;
seu sor­riso ale­gre e per­feito;
suas faces cora­das,
ver­me­lhas como maçãs…

Sei que há deze­nas de rai­nhas
e inú­me­ras mulhe­res,
mas você, minha pom­bi­nha amada,
é única;
você é a mulher da minha vida!
Tão que­rida pelos da sua casa;
a vizi­nhança vem para felicitá-la:
rai­nhas e prin­ce­sas
não se can­sam de elogiá-la.

Ami­gos e amigas:

Mas quem é essa for­mo­sura?
Tão admi­rá­vel como a aurora:
bela como a lua,
e esplen­do­rosa como o sol;
majes­tosa como as estrelas?

Ela:

Desci ao jar­dim das noguei­ras
para ver o vale flo­rido,
os reben­tos da vide,
e as maci­ei­ras em flor.
E, antes que me desse conta,
minha pai­xão me trans­for­mara
numa car­ru­a­gem de fogo!

[…]

IMAGEM: Young Lovers
© Hans Neleman/Corbis; COLEÇÃO: zefa (RF);
Pre­mium Royalty-Free (RF): 42 – 18030174


Jun 6 2010

Um livro, uma capa e um amigo

Eis tudo que preciso

Luiz Car­los Ramos

 

2 Timó­teo 4.9ss: 9 Pro­cura vir ter comigo depressa. 10  Por­que Demas, tendo amado o pre­sente século, me aban­do­nou e se foi para Tes­salô­nica; Cres­cente foi para a Galá­cia, Tito, para a Dal­má­cia. 11 Somente Lucas está comigo. Toma con­tigo Mar­cos e traze-o, pois me é útil para o minis­té­rio. 12 Quanto a Tíquico, mandei-o até Éfeso. 13 Quando vie­res, traze a capa que dei­xei em Trôade, em casa de Carpo, bem como os livros, espe­ci­al­mente os per­ga­mi­nhos. 14 Ale­xan­dre, o lato­eiro, causou-me mui­tos males; o Senhor lhe dará a paga segundo as suas obras. 15 Tu, guarda-te tam­bém dele, por­que resis­tiu for­te­mente às nos­sas palavras.

16 Na minha pri­meira defesa, nin­guém foi a meu favor; antes, todos me aban­do­na­ram. Que isto não lhes seja posto em conta! 17 Mas o Senhor me assis­tiu e me reves­tiu de for­ças, para que, por meu inter­mé­dio, a pre­ga­ção fosse ple­na­mente cum­prida, e todos os gen­tios a ouvis­sem; e fui liber­tado da boca do leão. 18 O Senhor me livrará tam­bém de toda obra maligna e me levará salvo para o seu reino celes­tial. A ele, gló­ria pelos sécu­los dos sécu­los. Amém! 19 Saúda Prisca, e Áqüila, e a casa de One­sí­foro. 20  Erasto ficou em Corinto. Quanto a Tró­fimo, deixei-o doente em Mileto. 21 Apressa-te a vir antes do inverno. Êubulo te envia sau­da­ções; o mesmo fazem Pru­dente, Lino, Cláu­dia e os irmãos todos. 22 O Senhor seja com o teu espí­rito. A graça seja convosco.”

Intro­du­ção

Che­gou o fim do semes­tre, che­gou o frio inverno. Em breve, nos dis­per­sa­re­mos. Alguns sen­ti­rão frio. Outros se sen­ti­rão sós. Mui­tos sen­ti­rão sau­da­des. O texto que nos ins­pira neste dia nos fala de um sen­ti­mento pare­cido que, segundo uma antiga tra­di­ção, o grande após­tolo dos gen­tios esta­ria experimentando.

Segundo essa tra­di­ção, o fim da jor­nada do após­tolo Paulo estava che­gando, jun­ta­mente com um duro inverno. “O pri­si­o­neiro sente a soli­dão pelo aban­dono ou des­vio de alguns cola­bo­ra­do­res e a hos­ti­li­dade de um conhe­cido” (nota da Bíblia do Pere­grino). “Esta página con­tris­tada e serena, quem sabe a última que o após­tolo haja ditado, lem­bra o tema do justo aban­do­nado, tema este que a morte de Jesus na cruz ilus­trara tão cabal­mente. Mas assim como para Jesus, esta soli­dão está povo­ada pela pre­sença de Deus” (nota da Bíblia Tra­du­ção Ecu­mê­nica), bem como pela lem­brança de fatos mar­can­tes e pela sau­dade de ami­gos especiais.

Paulo se pre­pa­rava para enfren­tar um rigo­roso inverno, um inverno mete­o­ro­ló­gico, um inverno exis­ten­cial, um inverno afe­tivo. Para isso, teria escrito a Timó­teo, um amigo que­rido, pedindo que este lhe trou­xesse, o mais rápido pos­sí­vel, o que ele pre­ci­sa­ria para enfren­tar esse temí­vel inverno.

Uma das enco­men­das de Paulo foi…

… a capa

“Quando vie­res, traze a capa
que dei­xei em Trôade, em casa de Carpo.”
(v. 13)

Esse Paulo tinha um estilo de vida aus­tero. Não tinha luxos, não gozava de gran­des con­for­tos, nem pra­ti­cava mui­tas extra­va­gân­cias. Tanto é assim que ele teria dei­xado, ou esque­cido, um dos seus par­cos bens em Trôade. Ora, somente alguém desa­pe­gado dos bens mate­ri­ais dei­xa­ria para trás uma capa, um paletó, um sobretudo.

Entre­tanto, Paulo sabia que, por mais espi­ri­tual que fosse, pre­ci­sava cui­dar do corpo. E, embora já em sua reta final, a mis­são não pode­ria ser inter­rom­pida pre­ma­tu­ra­mente por uma pneu­mo­nia irresponsável.

Paulo pre­ci­sava da sua capa, como nós pre­ci­sa­mos do nosso aga­sa­lho. O inverno está aí, o semes­tre che­gou ao fim, mas a mis­são pre­cisa con­ti­nuar. Para isso, pre­ci­sa­mos nos man­ter aque­ci­dos, sau­dá­veis e dispostos.

Mas só a capa não bas­tava, por isso a outra enco­menda de Paulo incluia…

… os livros e os pergaminhos

“Quando vie­res, traze a capa […],
 bem como os livros, espe­ci­al­mente os per­ga­mi­nhos.”
  (v. 13)

Paulo foi um grande mis­si­o­ná­rio por­que foi um homem estu­di­oso, culto, eru­dito, amigo dos livros até nos últi­mos momen­tos de sua vida. Lei­tor com­pul­sivo, conhe­cia os clás­si­cos gre­gos, tanto filó­so­fos quanto poe­tas. Sabe­mos tam­bém que foi autor de pena gene­rosa e abun­dante — o que teria sido da teo­lo­gia cristã, não tives­sem Paulo e seus dis­cí­pu­los nos dei­xado seu legado por escrito? —. Para enfren­tar o rigo­roso inverno exis­ten­cial, Paulo abas­tece sua dis­pensa com livros, com pala­vras… não quais­quer pala­vras, mas pala­vras boas, pala­vras inte­li­gen­tes, pala­vras bem-ditas.

Já que as nos­sas férias tam­bém se apro­xi­mam, o que leva­re­mos na baga­gem para enfren­tar o nosso pró­prio inverno exis­ten­cial? Quem dera, como Paulo, nesse tempo de rea­va­li­a­ções, tenha­mos a chance de ler­mos bons livros, e nos ali­men­tar­mos far­ta­mente das pala­vras sagra­das que Deus e os homens, Deus e as mulhe­res, plan­tam nos livros; pala­vras que se ofe­re­cem a nós como pães aro­má­ti­cos, sabo­ro­sos e edificantes.

Mas, além da capa e dos livros, a enco­menda mais impor­tante de Paulo foi…

… o amigo João Marcos

“Toma con­tigo a Mar­cos e traze-o,
pois me é útil para o minis­té­rio.”
  (v. 11)

Paulo expe­ri­men­tara mui­tos tipos de rela­ci­o­na­men­tos: havia ami­gos que par­tiam, tais como Demas, que aban­do­rara a fé e abra­çara o mundo (v. 10), havia os que sim­ples­mente se muda­vam, como Cres­cente e Tito, que esta­vam morando agora em Galá­cia e Dal­má­cia, respectivamente.

Havia, ainda, os ami­gos que se tor­na­vam ini­mi­gos, como Ale­xan­dre, o lato­eiro (v. 14). Des­ses, Paulo diz que “o Senhor lhe dará a paga segundo as suas obras” (v. 14); e que deles deve­mos nos guar­dar (cf. v. 15).

Mas tam­bém havia aque­les como Lucas, que nunca o aban­do­nara; amigo leal, fiel, cons­tante, sem­pre pre­sente, nas horas boas e nas horas amar­gas; aquele que per­ma­ne­cia quando todos já se tinham ido: “Somente Lucas está comigo” (v. 11).

Mas uma das ami­za­des mais mar­can­tes para Paulo, foi aquela com João Mar­cos. Quando em via­gem para Anti­o­quia da Psí­dia, João Mar­cos aban­do­nara Paulo e seus com­pa­nhei­ros, vol­tando para Jeru­sa­lém (cf. At 13.13). Paulo se lem­bra­ria desse aban­dono, quando Bar­nabé quis tor­nar a incluir João Mar­cos em outra via­gem mis­si­o­ná­ria: “Mas Paulo não era de opi­nião que se reto­masse como com­pa­nheiro um homem que os aban­do­nara na Pan­fí­lia e, por­tanto não par­ti­ci­para do tra­ba­lho deles. Essa dis­cor­dân­cia se agra­vou a tal ponto que eles par­ti­ram cada qual para seu lado. Bar­nabé tomou con­sigo Mar­cos e embar­cou para Chi­pre, enquanto Paulo asso­ci­ava Silas a si e par­tia…” (At 15.38 – 40).

O tempo se encar­re­ga­ria de mos­trar a Paulo que ele estava enga­nado. Nem sem­pre um colega que nos decep­ci­ona uma vez, está inca­pa­ci­tado para se asso­ciar a nós em outras jor­na­das. Bar­nabé que, do alto de sua expe­ri­ên­cia, podia dis­cer­nir isso, pos­si­bi­li­tou a Paulo essa impor­tante ami­zade e deu-lhe o com­pa­nheiro que o assis­ti­ria nas suas últi­mas horas.

Pero­ra­ção

Agora que o tempo de par­tir se apro­xima, e o inverno aperta, pre­ci­sa­mos estar pre­pa­ra­dos para enfrentá-los: a par­tida e o inverno. E, por mais que os aga­sa­lhos e os livros nos aju­dem, nada pode subs­ti­tuir um amigo.

Nes­tes tem­pos de for­ma­ção aca­dê­mica, deve­mos aten­tar para os cui­da­dos do corpo e os cui­da­dos da mente, man­tendo a capa e os livros sem­pre à mão, mas, prin­ci­pal­mente, não pode­mos esque­cer dos cui­da­dos do cora­ção, e é para isto que ser­vem os ami­gos, é para isto que ser­vem as ami­gas. Como diz o sábio em seu antigo pro­vér­bio: “Em todo tempo ama o amigo, e na angús­tia se faz o irmão” (Pv 17.17).

Que neste inverno não nos fal­tem aga­sa­lhos, nem livros e muito menos ami­gos e amigas.

Boas férias.

Facul­dade de Teo­lo­gia da Igreja Meto­dista
2004

IMAGEM: Cup on book on desk
© Bloomimage/Corbis; COLEÇÃO: Bloom
Padrão Royalty-Free (RF)
42 – 24011357