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T e x t o s & T e x t u r a s

A lamparina e o azeite

arca-universal-azeite-lampadaJesus conta a parábola das dez virgens para reforçar a ideia de que a fé sem obras é morta, teoria sem prática não tem serventia, doutrina sem vida é insulto.

O contexto é o mesmo em quase todo o evangelho de Mateus, e já está presente na parábola do homem sábio/prudente que constrói sua casa sobre a rocha (cf. 7.24-27), em contraste com o néscio/tolo que constrói sobre a areia. Naquela ocasião, Jesus arremata dizendo que os sábio/prudente é quem ouve e pratica, este é o que constrói sobre a rocha, mas tolo/néscio é o que constrói sobre a areia, esse é o que só ouve e não pratica. Este último termina por perder a sua casa.

Essa ideia também aparece na parábola dos talentos, que distingue os que trabalham  com seus recursos (prática) daquele que os enterra (ficam só na teoria) (vv 14-30).

E, finalmente, por ocasião do Grande Julgamento (vv. 31-46), o Supremo Juiz separará do rebanho os que praticaram a sua fé dos que não praticaram.

O mesmo se dá na parábola de Mateus 25.1-13, na qual são mencionados dois grupos de mulheres: de um lado, as sábias/prudentes, que têm a lamparina e o azeite; e, do outro, as néscias/tolas, que têm somente as lamparinas, mas não providenciaram azeite suficiente para mantê-las acesas. Têm fé, mas não têm obras. Têm teoria, mas não têm prática. Têm doutrina, mas não têm vida.

Domingo após domingo nos juntamos nas igrejas para ouvir. Mas esse esforço de entrar para adorar será vão se não saírmos para praticar. O culto verdadeiro, então, será este: Entrar para ora e sair para trabalhar; entrar para adorar e sair para servir a Deus no mundo, no serviço do próximo, de maneira prática, concreta e efetiva.

Reverendo Luiz Carlos Ramos

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