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Mais amor, por favor!

Campanha lançada em 2009 pelo artista plástico Ygor Marotta que se espalhou e virou uma "corrente para o bem"

Campanha lançada em 2009 pelo artista plástico Ygor Marotta,
que se espalhou e virou uma “corrente para o bem”

1 João 3.16-24: Nisto conhecemos o amor: que Cristo deu a sua vida por nós; e devemos dar nossa vida pelos irmãos. Ora, aquele que possuir recursos deste mundo, e vir a seu irmão padecer necessidade, e fechar-lhe o seu coração, como pode permanecer nele o amor de Deus? Filhinhos, não amemos de palavra, nem de língua, mas de fato e de verdade. E nisto conheceremos que somos da verdade, bem como, perante ele, tranquilizaremos o nosso coração; pois, se o nosso coração nos acusar, certamente, Deus é maior do que o nosso coração e conhece todas as coisas. Amados, se o coração não nos acusar, temos confiança diante de Deus; e aquilo que pedimos dele recebemos, porque guardamos os seus mandamentos e fazemos diante dele o que lhe é agradável. Ora, o seu mandamento é este: que creiamos em o nome de seu Filho, Jesus Cristo, e nos amemos uns aos outros, segundo o mandamento que nos ordenou. E aquele que guarda os seus mandamentos permanece em Deus, e Deus, nele. E nisto conhecemos que ele permanece em nós, pelo Espírito que nos deu.

Como reconhecer o amor? Segundo o autor da primeira epístola de João, o amor está no ato da doação de vida. E como se doa vida? Abrindo o coração para aquele que padece necessidade.

E como se abre o coração?

Indo além das palavras, e demonstrando de fato e de verdade, i.e., dando ouvidos ao que nos dirige uma súplica; estendendo a mão ao que nos pede socorro; oferecendo o ombro para apoiar o cansado; fazendo companhia ao que se sente só; abrigando o que ficou desamparado; socorrendo o que está desassistido; cuidando dos feridos; alentando os enfermos; engajando-nos nas causas dos que estão do lado da justiça e do direito, dos que defendem a vida e promovem a paz.

“Filhinhos, não amemos de palavra, nem de língua,
mas de fato e de verdade.” (1Jo 3.18)

Amor não é um sentimento. Nem sequer é preciso gostar de alguém para amá-lo. Amar é uma ação, um gesto, uma atitude. É um jeito de fazer, que vira um jeito de ser. Amar de fato e de verdade é assumir a dor e a alegria de ser solidário, não por causa dos méritos de quem quer que seja, mas apesar de tudo e contra tudo. É dar a vida até por aquele que não vale a pena (que foi o que Cristo fez por nós).

O amor é o grande mandamento. O amor é o único mandamento. Somente aquele que ama, crê. Somente o que ama é o que guarda os mandamentos. Somente o que ama permanece em Deus e Deus nele.

Reverendo Luiz Carlos Ramos
(Quarto Domingo da Páscoa, Ano B, 2015)

3 Comentários

  1. É verdade, companheiro Luiz Carlos. Destaco a tua frase que fala tudo: “Amar…é um jeito de fazer que vira um jeito de ser.” Tudo o mais é consequência deste “jeito de ser”.

  2. Excelente, caro Luiz. Quando Martin Luther King foi perguntado sobre o que ia fazer a respeito de um homem que o esfaqueara no peito e que o fez ser internado num hospital, ele respondeu: “Vou perdoa-lo, porque aprendi a amar os meus inimigos”. Ao que o repórter questionou: “Mas como o senhor pode gostar de alguém que o atacou?” E MLK respondeu: “Eu não disse que gosto dele, Não gosto, mas eu o amo, e por isso posso perdoá-lo”. Eis o ensino na vida.

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