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T e x t o s & T e x t u r a s

Nosso Deus não se deixa capturar

vapor

 

Nosso Deus não se deixa capturar. Líderes e autoridades até tentaram:

“Procuravam prendê-lo; mas ninguém lhe pôs a mão, porque ainda não era chegada a sua hora”(Jo 7.30);

 

e

“levantando-se, expulsaram-no da cidade e o levaram até ao cimo do monte sobre o qual estava edificada, para, de lá, o precipitarem abaixo. Jesus, porém, passando por entre eles, retirou-se (Lc 4.29-30).

Maria Madalena também tentou, mas Jesus lhe disse:

“Não me detenhas; porque ainda não subi para meu Pai” (Jo 20.17).

Os discípulos de Emaús talvez até quisessem, e pediram

“fica conosco […], mas ele desapareceu da presença deles” (Lc 24.31).

E o relato dos Atos dos Apóstolos registra que, 40 dias depois da Páscoa,

“foi Jesus elevado às alturas, à vista deles, e uma nuvem o encobriu dos seus olhos” (At 1.9).

Um Deus que se deixasse capturar não seria Deus, mas um ídolo. Deus nos visitou em Jesus de Nazaré, para se ausentar no Cristo da Fé, que subiu aos céus e está à direita do Pai. Mas não nos deixou órfãos, prometeu enviar o Espírito Santo, sopro da liberdade, vento que sopra onde quer e que jamais poderá ser contido nos dogmas eclesiásticos, nem engarrafado pelos pretensos monopólios da fé.

Assim, à recorrente pergunta “por que Deus se esconde?”, respondemos, ao som suave do vento: Para que por essa ausência se abra espaço para germinar em nós a delicada semente do desejo de buscá-lo.

Rev. Luiz Carlos Ramos
(Ascensão do Senhor, 2015)

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