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T e x t o s & T e x t u r a s

O urgente e o importante

J & M Ranch

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Jesus e os seus discípulos seguiam seu caminho até que chegaram a um certo povoado. Ali uma mulher chamada Marta ofereceu-lhes hospedagem. Ela tinha uma irmã que se chamava Maria, e esta sentou-se aos pés do Senhor e ouvia atentamente o que ele ensinava. Marta por sua vez, agitada, corria de um lado para o outro, executando as tarefas domésticas. O fato de Maria estar absorta aos pés de Jesus a deixou tão incomodada que Marta chegou para Jesus e protestou: — O senhor não se importa que a minha irmã fique aí sem fazer nada e me deixe aqui fazendo tudo sozinha? Mande que ela venha me ajudar. Mas o Senhor respondeu: — Marta, Marta, você está ansiosa e preocupada achando que precisa fazer muita coisa, mas na verdade, neste exato momento, há uma única coisa importante a fazer e Maria escolheu justamente essa que é a melhor de todas, por favor, não queira roubar isso dela. (Lucas 10.38-42)

Texto e alocução by Luiz Carlos Ramos

* * *

Escolha a melhor parte.

Já sei, não precisa nem dizer, você anda muito ansioso e estressado. Até já lhe disseram que isso ainda vai matá‑lo. Mas, fazer o quê? Há tantas coisas urgentes pra fazer… Pois é, as coisas urgentes se tornaram o grande inimigo das coisas importantes.

Mas isso não é exclusividade da modernidade. Certa vez Jesus se hospedou na casa de duas irmãs. Uma se chamava Marta, e era assim, como você, muito ansiosa e estressada. A outra se chamava Maria, que era muito diferente.

Marta estava preocupada em causar boa impressão no ilustre visitante. Muito responsável e organizada, seguia à risca sua lista de tarefas: Amassar o pão, acender o fogo, varrer a casa, arrumar a mesa, temperar a salada, espantar as moscas… tudo feito no capricho, cuidando dos mínimos detalhes.

Estava tão concentrada no trabalho cotidiano, rotineiro e urgente que não se deu conta do que estava acontecendo, ali, debaixo do teto da sua casa. O ordinário lhe impediu de perceber o extraordinário.

Queria assar um pão gostoso para servir ao visitante, e não sabia que hospedava o pão da vida. Queria impressionar o visitante com uma casa arrumada, mas não se impressionou com o fato de hospedar o criador e ordenador do universo… Chegou mesmo a interromper o Verbo feito carne, aquele cujas palavras são de vida eterna, com suas queixas e reclamações prosaicas:

— O senhor não se importa que a minha irmã fique aí parada sem fazer nada e me deixe aqui fazendo tudo sozinha? Mande que ela venha me ajudar.

Jesus, então, respondeu:

— Marta, Marta, você está ansiosa e preocupada achando que precisa fazer muita coisa, mas na verdade, neste exato momento, há uma única coisa importante a fazer e Maria escolheu justamente essa que é a melhor de todas, por favor, não queira roubar isso dela.

Não, Jesus não está fazendo apologia da ociosidade. Ele está nos convidando a fazermos as escolhas certas nas horas certas. Por fazer o urgente, muitos perdem justamente o que mais amam, o mais importante: a família, os amigos, a arte, a bondade, a ternura… e perdem a oportunidade de desfrutar da companhia do Eterno em meio ao cotidiano. Não há tarefa urgente que justifique a negligência para com o que é importante.

Como sempre, as histórias de Jesus terminam deixando tudo no ar, em suspense. O que terá feito Marta? Terá se zangado e voltado, batendo os pés e resmungando, às suas tarefas ordinárias? Ou terá tomado consciência de que a Eternidade havia invadido a sua casa? Teria calado suas muitas palavras para dar ouvidos à Palavra de Deus? Teria se dado conta de que o banquete que Jesus lhe oferecia era incomparavelmente melhor do que qualquer coisa que ela pretendia oferecer a ele?

Ninguém sabe o que Marta fez. E isso não importa muito. O que importa agora é saber o que você vai fazer com o mesmo convite de Jesus. Ele está lhe dizendo, amorosamente:

— Venha sentar-se aqui, ao lado de Maria, vamos desfrutar das coisas verdadeiramente importantes: a família, os amigos, a arte, a bondade, a ternura… E, fique tranquila, depois todos nós iremos, juntos e contentes, ajudar a fazer as tarefas urgentes.

Reverendo Luiz Carlos Ramos
(Para o  Nono Domingo da Peregrinação após Pentecostes, Ano C, 2016)

* * *

Arquivo 29-06-16 17 35 13

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2 Comentários

  1. Realmente não devemos negligenciar os momentos urgentes e importantes que aconteçam em nossas vidas. Pois se assim fizermos, com certeza provaremos as perdas e consequências.

  2. Sou da igreja I.P.U. mais mensagens como esta, temos muito q aprender sem rotulo de igreja, como dizem ?? Nós somos à Igreja é o noivo é o SR.

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