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T e x t o s & T e x t u r a s

Outra história de Natal

Elenise Ramos
(Natal 2009)

As histórias de Natal aconteceram há muito tempo em diversos lugares do mundo, pois eu digo a vocês: aqui em Castro também tem uma história, só que essa é bem recente

 55 anos atrás havia um Papai Noel e uma Mamãe Noel… bem eles ainda não eram Papai e Mamãe Noel.

Vou explicar: Eles se namoraram primeiro, noivaram e finalmente se casaram num belo dia de chuva, com direito a bolo e tudo o mais.

Mas sem filhinhos como poderiam se mamãe e papai Noel? Que eu saiba pra ser papai e mamãe tem que haver filhinhos, então, eles começaram a trabalhar nessa árdua tarefa.

 Chegou a primeira, era uma anjinha linda e muito amada, mas só veio dar um beijo na face de cada um disse-lhe que tudo daria certo e foi, morar com outro papai, o Papai do Céu.

 Então veio a segunda filhinha, toda alegre e sorridente, eles gostaram muito de seu sorriso e cada vez que ela sorria, a casa ficava cheia de luz. E assim começou a Natal da Família Noel na Rua Maestro Benedito Pereira, 960.

Mas a bebezinha não tinha com quem brincar.

 Então eles tiveram outra filhinha, toda cheia de vida, olhos grandes e ávidos pela vida, curiosa e sob os cuidados da irmã mais velha preencheram a casa, o jardim da vovó Noel e com mais alegria preenchiam a casa de mais sorrisos, por isso a casa a cada dia ficava ainda mais iluminada, e quem passava por perto dizia: nossa que casa iluminada!

 Papai e Mamãe Noel pensaram que poderiam ter filhinhos menininhos… e tiveram, o primeiro muito interessado nas letras e figuras desde cedo, começou sua sabedoria com os mestres Patinhas, Zé Carioca, Pato Donald, um tal de Fantasma, ah, e tinha o recruta Zero. Pessoas que lhe passavam valiosos conceitos de viver com sorriso sempre largo e farto.

E com isso alegria ia aumentando.

 Chegou então o segundo piazinho. Atleta exímio, dedicado, fez a alegria da casa com suas medalhas e vitórias em diversos campeonatos. Todos batiam palmas e quando a gente bate palmas, sempre sorri, e assim casa espalhava cada vez mais luzes.

 Quando acharam que não cabia mais alegria na casa, chegou a última filhinha, essa um pouco mais chorona mas sob o cuidado de todos aprendeu a se sentir segura e amada e …lógico, aprendeu a arte do riso ensinada por todos.

 Papai e Mamãe Noel estavam plenamente felizes até que um dia cada um foi tomando seu rumo ( os filhos precisam tomar seus rumos pra se tornarem outros Papais e Mamães Noel) e de tempos em tempos cada sorriso foi-se indo, outros ficavam, alguns voltavam, uns vinham só a passeio, e cada vez que a casa recebia-os de novo, era Natal.

 Chegaram pessoas novas, todas crianças que foram se tornando jovens e adultos e mesmo de longe, a cada sorriso era Natal. Papai e Mamãe Noel finalmente se tornaram Mamãe e Papai, Vovô e Vovó  e hoje são até Bisavô e Bisavó Noel.

O nome deles de verdade é Beto e Beta. Estão disfarçados, para serem só nossos, pra nossa alegria nunca acabar. 

 No Natal em que Jesus nascia A cada sorriso seu uma luz se acendia.

Portanto nessa família é natal todos os dias.

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