Arranque logo sua mão, seu pé e seu olho
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Se a sua mão leva você a tropeçar, corte-a […].
E, se o seu pé leva você a tropeçar, corte-o […]
E, se um dos seus olhos leva você a tropeçar, arranque-o.
(Mc 9.43-47)
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O que pode ser mais importante do que a mão, o pé e o olho? O que poderia nos convencer a mutilarmos o nosso próprio corpo?
Curioso que os fundamentalistas, que insistem em que nós devemos ler a Bíblia literalmente, não sejam todos manetas, pernetas e caolhos. Prova mais que suficiente de que não devemos levar a sério esses modernos fariseus.
É evidente que Jesus não estava falando de mãos, pés e olhos, mas daquilo que fazemos com esses órgãos.
Com as mãos, nós agimos, nós atuamos na vida. Por meio dos gestos nós mudamos a realidade ao nosso redor, com as mãos nós transformamos o mundo, com as mãos nós despertamos ternura, mas também engendramos ódio.
Com os pés, nós caminhamos pela vida, nós nos movemos na direção do cumprimento da vontade de Deus, nós tomamos a iniciativa, servimos de exemplo, damos testemunho. É com os pés que anunciamos o Evangelho:
«Quão formosos são sobre os montes
os pés do que anuncia boas-novas,
que faz ouvir a paz, que anuncia coisas boas,
que faz ouvir a salvação.»
(Is 52.7)
E com os olhos nós julgamos as coisas, porque nem sempre vemos o que está diante de nós, mas projetamos no que vemos o que está inoculado no nosso coração. É isso que chamam por aí de ideologia.
O que significa, então, cortar a mão, o pé e o olho?
Significa tomarmos a decisão consciente de banir da nossa vida os gestos hostis, as ações cruéis, os atos iníquos.
Significa que devemos abolir do nosso caminhar os maus caminhos, os maus exemplos, o mau testemunho.
E, finalmente, significa que devemos extirpar da nossa vida todo julgamento preconceituoso, toda crítica maldosa e destrutiva, pela qual projetamos sobre os outros as nossas próprias maldades e perversidades.
Não nos esqueçamos: Há uma geração inteira de pequeninos que estão espelhando a sua vida no nosso exemplo. E ai de nós se os fizermos tropeçar e cair!
Rev. Luiz Carlos Ramos†
Por uma Igreja de corações abertos, mentes abertas e braços abertos.
Para o Décimo Nono Domingo da Peregrinação após Pentecostes
| Ano B, 2018
Imagem: Pixabay
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boa tarde Rev. Luiz Carlos…como está??? A nossa responsabilidade sobre os pequenos que nos enxergam “”como exemplos””, é de grande responsabilidade, pois estamos , através de atitudes e ações diversas, transmitindo cotidianamente valores os quais resultará na construção do caráter, que pautará em definitivo sua vida futura. Lembro muito tb, a lei de Causa e Efeito…se todos conseguissem compreender , acredito que mudariam de postura!!!Vejo tb outro aspecto, talvez até mais grave, por não serem visíveis: O nosso pensamento!!!!! Particularmente acredito que toda a “”energia”” plasmada nos retorna, sejam boas ou ruins!!!E todo cuidado é pouco, por isto em que ficamos sempre alertas : ORAI E VIGIAIS.
Um forte abraço/adalberto – americana
Texto libertador! Não à literalidade que nos aprisiona.
Muito lindo!